Cientistas estão monitorando a região de perto. Vulcão tem potencial de causar enchentes catastróficas
Foto: Henrik Thorburn
Atividade no vulcão Katla em julho causou rachaduras em geleira e inundação
Centenas de metros abaixo de uma das maiores geleiras da Islândia, há sinais de uma iminente erupção vulcânica que pode ser a mais devastadora no país em quase um século. O vulcão Katla, com sua cratera de 10 quilômetros, tem potencial de causar enchentes catastróficas, derretendo a superfície congelada de sua caldeira e varrendo a costa leste da Islândia com bilhões de litros de água escorrendo em direção ao Oceano Atlântico.
“Tem havido grande atividade sísmica”, disse Ford Cochran, especialista em Islândia da National Geographic.
“Só no mês passado, houve mais de 500 tremores ao redor e na caldeira do Katla, o que indica a movimentação de magma. E isso certamente indica que uma erupção pode ser iminente.”
Cinzas e gases fatais
O Katla faz parte de um sistema vulcânico que inclui as crateras de Laki. Em 1783, a cadeia ficou em erupção continuamente por oito meses, gerando tantas cinzas e gases como fluoreto de hidrogênio e dióxido de enxofre que um em cada cinco habitantes da Islândia morreram, além de metade dos rebanhos e gado do país.
“Na verdade, isso alterou o clima da Terra”, diz Cochran.
“Fala-se de um inverno nuclear – esta erupção gerou gotículas de ácido sulfúrico suficientes para tornar a atmosfera reflectiva, resfriar o planeta por um ano ou mais e gerou fome em muitos lugares ao redordo planeta.”
“Certamente esperamos que a erupção do Katla não seja nada parecida com isso!”
Inundação
Cientistas na Islândia vêm monitorando a região de perto desde o dia 9 de julho, quando parece ter havido algum tipo de atividade que pode ter sido uma pequena erupção.
Esse evento já causou uma inundação significativa, que destruiu uma importante ponte, isolando várias partes da ilha por muitos dias.
“O evento do dia 9 de julho parece marcar o começo de um novo período de efervescência do Katla, o quarto conhecido nos últimos 50 anos”, diz o especialista Pall Einarsson, do Instituto de Ciências Terrestres da Universidade da Islândia.
“A possibilidade de que haja uma erupção maior não pode ser excluída. O Katla é um vulcão muito ativo e versátil. Ele tem uma longa história de grandes erupções, algumas das quais causaram destruição considerável.”
Icebergs
A última grande erupção do Katla ocorreu em 1918, quando icebergs acabaram sendo levados para o oceano pelas águas derretidas das geleiras.
Em 1755, o volume de água produzido após uma única erupção foi equivalente àquele dos maiores rios do mundo combinados.
Graças à literatura histórica conhecida como “Sagas Nórdicas”, as erupções vulcânicas na Islândia foram bem documentadas pelos últimos mil anos, mas medições científicas detalhadas só começaram a ser feitas em 1918, então os cientistas não sabem que tipo de atividade sísmica deu origem à erupção de 1755.
O que se sabe é que o Katla normalmente entra em erupção uma vez a cada período de 40 a 80 anos, o que significa que um evento significativo já deveria ter ocorrido nas últimas décadas.
Imprevisível
Cientistas dizem que é muito difícil prever como será a erupção do Katla e quais serão as consequências, já que isso depende de diversos fatores.
“Esta dificuldade fica muito aparente quando você compara as duas últimas erupções na Islândia, a do Eyjafjallajokul em 2010 e a do Grimsvotn em 2011″, diz Einarsson.
“A do Eyjafjallajokull, que paralisou o tráfego aéreo na Europa, foi uma erupção relativamente pequena, mas a química incomum do magma, a longa duração e a variação do clima durante a erupção fez com que ela gerasse problemas.”
“Já a erupção do Grimsvotn, em 2011, foi muito maior em termos de volume. Ela durou apenas uma semana e as cinzas baixaram com relativa rapidez, então os efeitos não foram muito notados, a não ser pelos fazendeiros do Sudeste da Islândia, que ainda lidam com as consequências.”
O interesse dos especialistas na Islândia é grande porque o país fica na junção de duas placas tectônicas e é o único lugar do mundo onde a crista oceânica do Atlântico é visível em terra.
“Isso significa que você consegue ver a crosta terrestre se rachando”, diz Cochran.
“Há uma imensa atividade vulcânica e sísmica. O país também está numa altitude relativamente alta, então a Islândia também tem a terceira maior calota de gelo do mundo.”
A maior ameaça para as calotas de gelo da Islândia, no entanto, seria a mudança climática e não os vulcões que podem derreter as calotas.
Os cientistas dizem que elas começaram a ficar mais finas e a diminuir de tamanho dramaticamente nas últimas décadas, contribuindo para o aumento dos níveis dos oceanos de uma maneira que uma erupção do Katla dificilmente poderia igualar. FONTE
Fim dos Tempos.Net
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domingo, 4 de dezembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Terremotos de 22 a 28 de novembro - 72 terremotos no dia 28
De acordo com os registros de terremotos que foram publicados no USGS (Estados Unidos Geological Survey), site do governo americano que monitora os terremotos no mundo, ocorreram 201 terremotos de magnitude maior que 2.5 entre 22 e 28 de novembro e 225 entre 15 e 21 de novembro.
Apesar de supostamente o registro entre 15 e 21 de novembro ser inferior da semana anterior, houve um aumento significativo nos terremotos com magnitude maior que 5 se comparado entre as duas semanas.
Mais uma vez é interessante e importante notar o incrível aumento na ocorrência de terremotos no dia 28 de novembro. No dia 27 ocorreram apenas 24 terremotos (lembrando que são os registros publicados acima de 2.5 de acordo com o USG) e no dia 28 foram 72. Ocorreu também como de costume, uma aumento significativo do índice Kp, no dia 27 que estava entre 0 e 1, subindo no dia 28 para índice 4.
Veja a frequência máxima (crítica) da Ionosfera no diagrama abaixo. A maior incidência de terremotos aconteceu em Porto Rico, uma das regiões onde o estado é crítico (em rosa no mapa e circulado em vermelho).
Acompanhe os diagramas em tempo real clicando aqui
Apesar de supostamente o registro entre 15 e 21 de novembro ser inferior da semana anterior, houve um aumento significativo nos terremotos com magnitude maior que 5 se comparado entre as duas semanas.
Mais uma vez é interessante e importante notar o incrível aumento na ocorrência de terremotos no dia 28 de novembro. No dia 27 ocorreram apenas 24 terremotos (lembrando que são os registros publicados acima de 2.5 de acordo com o USG) e no dia 28 foram 72. Ocorreu também como de costume, uma aumento significativo do índice Kp, no dia 27 que estava entre 0 e 1, subindo no dia 28 para índice 4.
Veja a frequência máxima (crítica) da Ionosfera no diagrama abaixo. A maior incidência de terremotos aconteceu em Porto Rico, uma das regiões onde o estado é crítico (em rosa no mapa e circulado em vermelho).
Acompanhe os diagramas em tempo real clicando aqui
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Terremotos de 8 a 14 de novembro - Ionosfera
De acordo com os registros de terremotos que foram publicados no USGS (Estados Unidos Geological Survey), site do governo americano que monitora os terremotos no mundo, ocorreram 256 terremotos entre 8 e 14 de novembro, 271 entre 01 e 07 de novembro e entre 25 e 31 de outubro, ocorreram 183.
Diagrama TEC/F2 reflete a absorção de certas áreas do mapa que estão em área de risco acima de 20 unidades na média global.
Nunca antes visto nada parecido: A trama de carga eletromagnética média na ionosfera aparece completamente azul. Pode ser visto que a ionização é extremamente elevado, o mundo inteiro está em 20 unidades acima da média mensal.
Diagrama TEC-F2 em Tempo Global mostra áreas críticas:
Diagrama TEC/F2 reflete a absorção de certas áreas do mapa que estão em área de risco acima de 20 unidades na média global.
Nunca antes visto nada parecido: A trama de carga eletromagnética média na ionosfera aparece completamente azul. Pode ser visto que a ionização é extremamente elevado, o mundo inteiro está em 20 unidades acima da média mensal.
Diagrama TEC-F2 em Tempo Global mostra áreas críticas:
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